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Lula: DEM tem de ser “extirpado da política”

Segundo o presidente, partido de oposição alimenta ódio e significa atraso. Legenda rival vê “desequilíbrio”

O principal compromisso de campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ontem, em Joinville, foi marcado por críticas contundentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao DEM. Em comício de apoio à ex-ministra da Casa Civil e aos candidatos do PT no estado, Lula defendeu que o partido de oposição fosse “extirpado” da política nacional. “Eu não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio, que entrou na Justiça para acabar com o ProUni, como o DEM entrou”, disse Lula.

Na disputa pelo governo catarinense, o candidato do DEM é Raimundo Colombo, que nas últimas sondagem eleitorais aparece com 34% das intenções de voto, à frente de Ângela Amin, do PP, que soma 27%, e de Ideli Salvatti, concorrente petista, com 15%. Colombo tem o respaldo do PSDB e do PMDB, este último um partido que nacionalmente é aliado de Lula. Em 2006, o PT apoiou Luiz Henrique, do PMDB, que venceu e agora disputa uma vaga no Senado. “Quando Luiz Henrique foi eleito, pensei que ele ia mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que precisamos extirpar da política brasileira”, afirmou Lula.

O presidente também voltou as baterias para a família Bornhausen, do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM-SC) e do ex-presidente nacional do partido Jorge Bornhausen. “Sabemos que os Bornhausen não podem vir disfarçados de carneiros, porque sabemos quem são eles, já conhecemos as histórias deles”, disse o presidente.

“Lula, depois do almoço, fala qualquer coisa. Ele veio aqui para botar uma pá de cal na candidatura da Ideli Salvatti. O povo catarinense sabe que ele veio inaugurar obras fictícias, burlar a lei e usar a máquina”, rebateu o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC). “Em Criciúma, ele prometeu em 2002 uma obra que só ficará pronta em 2015. Em Itajaí, fez meio cais de porto que só funcionará em dezembro. Em Florianópolis, veio ‘inaugurar’ o estudo de viabilidade de duplicação do acesso à cidade. E à noite, fica falando essas coisas. Pela fala dele, fez um almoço festivo”, ironizou.

Serra defende extinção do voto obrigatório e da reeleição
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, defendeu nesta segunda-feira, no âmbito de uma reforma política, o fim das coligações proporcionais, um sistema de voto distrital e ainda a possibilidade de adoção de votos em lista. Apesar de afirmar que não consta de seu programa de governo, o tucano disse ainda que, "doutrinariamente", é favor do fim do instituto da reeleição e da extinção do voto obrigatório.

Sobre a reeleição, cuja emenda constitucional foi aprovada em 1997 durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Serra disse preferir um mandato único com cinco anos de duração. "Não sou a favor da reeleição. Acho que a reeleição não deu certo. E não é pegar um caso isolado. Preferiria um mandato de cinco anos. Também não sou a favor do voto obrigatório. O TSE e a Justiça Eleitoral deveriam fazer um trabalho para estimular o voto. Boas democracias no mundo não têm voto obrigatório. Acho que seria mais saudável para o Brasil", observou o representante do PSDB na corrida pelo Palácio do Planalto.

O candidato também opinou de forma contrária ao financiamento público de campanha e disse defender a contribuição financeira a partidos políticos. "O financiamento público não funcionaria. Seria uma frustração. Sou cético a respeito do financiamento público de campanha. Defendo a contribuição para partidos, mesmo na eleição. Quem quer financiamento para partidos não são os candidatos, são os contribuintes. Por causa da perseguição. Ajuda a manter a formalidade do processo de financiamento. Contribuir para partido não é uma coisa opaca", declarou.

14/09/2010

 

 

 

 

 

 

 

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