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Governadores do Sul e Sudeste declaram apoio à reforma da Previdência

Governadores de seis Estados das regiões Sul e Sudeste manifestaram neste sábado apoio ao projeto de reforma da Previdência enviado ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
O apoio foi declarado pelos governadores de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL); e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). Eles participaram de uma reunião na sede do governo de Minas, em Belo Horizonte. 
Casagrande foi o único a apresentar algumas ressalvas ao projeto do Executivo. Mas manifestou apoio à ideia de que a Previdência deva passar por alterações estruturais.
Zema afirmou a jornalistas após a reunião que os governadores apoiam o projeto da Previdência sem pedir ao governo Bolsonaro nada em troca para seus Estados.
"Nós apoiamos incondicionalmente o presidente Bolsonaro, a gestão dele, nessa missão de reformar a Previdência", disse Zema. 
Segundo o governador mineiro, esse apoio leva em conta o futuro das novas gerações e a saúde financeira de todo país. Zema afirmou que Previdência tem de ser o passo número um do governo Bolsonaro.
"Não adianta nós irmos adiante em outras pautas se não formos primeiramente com relação à Previdência", acrescentou o governador de Minas Gerais.
Doria afirmou que os governadores se comprometeram a conversar com os deputados federais e senadores de partidos de suas bases de apoio e tambem com a oposição em seus Estados para fazer com que projeto da reforma da Previdência seja aprovado no Congresso Nacional.
"Isso tem que ser traduzido no Congresso Nacional, junto às bancadas na Câmara Federal e no Senado para que parlamentares possam debater, como é óbvio, mas (para que possam) ter uma posição favorável à reforma da Previdência", afirmou o governador de São Paulo.
Ele disse que os sete Estados - incluindo o do Paraná, cujo governador Ratinho Junior não participou da reunião - entendem que a reforma é condição para a retomada do crescimento econômico e para a geração de mais empregos. Doria e Zema lembraram que os sete Estados representam 70% da economia do Brasil.
Além de manifestar apoio ao projeto de Bolsonaro, os seis governadores em Belo Horizonte anunciaram a criação de um consórcio dos Estados do Sul e Sudeste. O objetivo do chamado Cosud será permitir que os Estados das duas regiões atuem de forma mais unida em dez temas, entre eles educação, saúde, política penitenciária, turismo, desburocratização e desenvolvimento regional.
Segundo Zema, além de compartilhar boas práticas nessas áreas, os Estados, por meio do novo consórcio, poderão "fazer aquisições em conjunto". 
O governador do Rio de Janeiro deu mais detalhes sobre o que  espera com a ideia: "Poderemos trazer dentro desse consórcio investimentos de infraestrutura", disse. Witzel indicou que uma das possibilidades seria alguns desses Estados se unirem para firmare contratos de concessão com pública a empresas privadas.
"Precisamos descentralizar o poder concessório para que cada Estado, isoladamente ou em conjunto, possa investir em estrutura nas áreas ferroviária, de energia elétrica, de portos, aeroportos e poder atrair investimentos",disse Witzel.
No fim de abril, secretários dos Estados do Sul e Sudeste se reunirão em São Paulo para começar a debater as primeiras medidas práticas desse novo consórcio.

 

 

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