Paralisação acabou na terça-feira, mas deputados ainda não voltaram efetivamente aos trabalhos por falta de quorum
Apesar de terem encerrado na terça-feira a greve de protesto contra o Poder Judiciário, iniciada na semana passada, os deputados estaduais do Rio ainda não voltaram ao trabalho para valer. As sessões de ontem e de quarta-feira na Assembleia Legislativa (Alerj) caíram por falta de quórum. Apenas terça-feira, quando os parlamentares estavam decidindo se manteriam a greve, houve votações na Casa.
Ontem e quarta-feira a verificação de presenças foi pedida pelo deputado Paulo Ramos (PDT). Ele promete repetir o pedido em todas as sessões, em represália contra a ausência dos deputados e pelo fato de a Mesa Diretora não ter posto em votação seus pedidos de criação de CPIs para investigar denúncias contra o governo estadual.
“Estamos proibidos de investigar o governo”, protesta o pedetista. Ramos também reclama da pauta de votações da Alerj. “A elaboração da ordem do dia não pode ser uma mercadoria a ser negociada. Tenho projetos, já aprovados em primeira votação, parados há quase um ano”, reclama Ramos. Ele quer a aprovação de uma proposta impedindo a Alerj de por em votação projetos cujo autor não esteja presente na sessão.
O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), que não tem presidido as sessões, contestou através de sua assessoria as afirmações de Ramos. “A Alerj é um parlamento democrático”, afirmou Picciani, pela assessoria.
Na quinta-feira da semana passada, deputados entraram em greve por causa de sentença do desembargador Nascimento Póvoas, do Tribunal de Justiça (TJ), que suspendeu o funcionamento da CPI que apura denúncias de corrupção no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A greve foi suspensa na terça-feira, depois que o desembargador cancelou parcialmente a sentença, permitindo que a CPI voltasse a funcionar.
Endereço: Rua Uruguaiana, 94 / 5º andar - Centro - Rio de Janeiro - Brasil | CEP 20050-091 | Telefone: ( 21 ) 2509-2706
© Copyright 2009 SINFRERJ. Todos os direitos reservados.