24 de maio, 2012 (Brasília)

O que mudou?

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Jornal O DIA

FONTE: JORNAL O DIA

17/12/2008 (OPINIÃO)
JUAREZ BARCELLOS DE SÁ - PRESIDENTE DO SINDICATO DOS FISCAIS DE RENDAS DO ESTADO

No artigo anterior que assinei neste espaço, tratei do concurso público para fiscais de rendas, que estava em vias de realização. Afirmei que contaríamos com um grande número de inscritos — previsão fácil de fazer — e que a categoria depositava grandes esperanças nos que estariam chegando. “Ainda que as 70 vagas que serão oferecidas no concurso estejam longe de resolver definitivamente o problema", alertava eu.

Pois bem: a previsão de candidatos se confirmou; mas dos 70 cargos oferecidos, a exemplo do que ocorreu no concurso anterior, pouco mais da metade serão ocupados. Mudaram as regras, o regulamento do concurso, os critérios de aprovação? O que mudou? Quando num certame dessa envergadura o número de aprovados é menor que 1% dos inscritos, "algo há" — como diria um velho político gaúcho.

Ao mesmo tempo em que vai por terra a nossa esperança de ver aumentado, de forma significativa, o quadro de fiscais dos tributos estaduais (medida emergencial para se coibir o festival de sonegação), fracassa também outro intento: o de que o concurso e o conseqüente incremento de novos e dispostos profissionais pudessem fortalecer a classe e restabelecer o respeito que o governo estadual sempre demonstrou ao lidar com a Fazenda e seus servidores.

Se os profissionais de concursos estão cada vez mais experientes como se sabe, se os cursinhos proliferam e se especializam, mas mesmo assim o cargo de fiscal de rendas continua inacessível aos jovens, é preciso que se rediscuta essa política seletiva. O problema está na elaboração das provas? Na aplicação? Na correção? A Fundação Getúlio Vargas é, afinal, a instituição indicada para esse tipo de concurso? Precisamos saber o que mudou, até para ver o que mudar.
 

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