27/11/2008
Novo concurso já está confirmado e será novamente para 70 vagas
O vice-presidente administrativo do Sindicato dos Fiscais de Rendas do Estado do Rio de Janeiro (Sinfrerj), Saverio La Ruina, elogiou a postura da Secretaria Estadual de Fazenda de realizar concursos periódicos com o objetivo de reoxigenar o quadro de profissionais da área. Segundo ele, trata-se de um discurso "alinhado com os interesses da categoria" e "comprometido com o desenvolvimento da economia estadual".
O dirigente fez questão de enaltecer as palavras do consultor-geral tributário da secretaria, Alexandre da Cunha Ribeiro Filho, que confirmou para março ou abril de 2009 a realização de novo concurso para 70 vagas de fiscal de rendas, cargo que exige formação superior em qualquer área e tem vencimentos iniciais de R$9.615.
"Não nos surpreende as declarações do professor Alexandre a respeito da realização periódica de concursos para a fiscalização estadual. Nesse ponto, a secretaria sempre esteve alinhada com o sindicato no sentido de que a melhoria dos índices de arrecadação somente será capaz de acontecer com o aumento do quantitativo de fiscais. Disso nós nunca tivemos dúvida, nem mesmo nos quase 20 anos em que a secretaria ficou sem realizar um só concurso", afirmou.
O vice-presidente administrativo do Sinfrerj destacou a qualidade na formação acadêmica dos 37 novos fiscais admitidos por meio do concurso de 2007.
"O primeiro colocado no concurso é graduado pelo Instituto Militar de Engenharia, núcleo de formação dos melhores profissionais no setor. Trata-se, portanto, de um importante quadro, capaz de aliar entusiasmo, juventude e, ao mesmo tempo, uma qualificação intelectual importantíssima nos dias atuais. Tenho certeza de que o estado ganhará muito com esses novos fiscais e, mais ainda, com a chegada dos 40 aprovados na seleção deste ano", observou, ressaltando que é necessário promover reajustes que mantenham esses novos fiscais à serviço do Estado do Rio de Janeiro.
"Atualmente, temos a vigésima remuneração entre todas as 27 unidades da federação. Isso é preocupante, porque esses novos fiscais poderão, daqui a algum tempo, debandar para outras praças em busca de melhores salários. É preciso promover reajustes para que, com isso, possamos manter esses jovens trabalhando conosco", disse.
Concurso consta de duas provas objetivas com 100 questões
No último concurso para fiscal de rendas, o candidato passou por apenas uma etapa, composta por duas provas objetivas de 100 questões cada. Na primeira, foram abordadas as disciplinas de Português, Matemática Financeira e Estatística, Economia e Finanças Públicas, Administração e, ainda direitos Constitucional, Administrativo e Civil, ao passo que na segunda houve itens de Direito Comercial (Empresarial), Direito Tributário, Legislação Tributária e demais normas atinentes à fiscalização e Contabilidade e de Custos e Auditoria.
Foram aprovados os candidatos que alcançaram, no mínimo, de 50% de acertos em cada grupo de disciplinas das provas. Além disso, foi preciso obter, no mínimo, 60% do somatório de pontos obtidos em ambos os exames. Em caso de empate, terá preferência o candidato que obtiver maior número de pontos em Legislação Tributária e demais normas atinentes à fiscalização, Direito Tributário e Língua Portuguesa, nessa ordem. Em se mantendo a igualdade, o mais idoso ficou com a vaga em disputa, critério que passará a ser o primeiro da lista caso a situação de empate envolva apenas candidatos com 60 anos de idade ou mais.
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