24 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Wider recorre contra afastamento

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Fontes de Notícias : 

Jornal do Commercio

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO
JORNAL DO COMMERCIO

O corregedor afastado do Tribunal de Justiça do Rio, Roberto Wider, anunciou ontem que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Wider foi afastado por unanimidade sob a acusação de favorecer o lobista Eduardo Raschkovsky, que é acusado de vender decisões judiciais em troca de vantagens financeiras. Além do afastamento, o CNJ abriu um processo administrativo disciplinar para investigar o favorecimento ao lobista. Wider informou por meio de uma nota que "respeita, mas não concorda com a decisão do CNJ".

As duas principais denúncias que levaram à abertura do processo disciplinar contra o corregedor-geral foram a nomeação, sem concurso, dos advogados Alexandre de Paula Ruy Barbosa e Carlos Roberto Fernandes Alves para titulares, respectivamente, do 11º Oficio de Notas do Rio e 6º Ofício de Justiça da Comarca de São Gonçalo; e a retaliação contra uma tabeliã do 15º Ofício de Notas da capital, que teria deixado de repassar parte do faturamento ao escritório do sogro de Raschkovsky.

Em novembro, em decorrência das primeiras denúncias na imprensa, o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, encaminhou um ofício para Wider pedindo "informações urgentes e detalhadas" sobre os fatos relatados.
A Corregedoria Nacional de Justiça realizou uma inspeção no 15º Ofício de Notas da Comarca da Capital do Rio de Janeiro para apurar possíveis irregularidades. Segundo as denúncias, o Ofício mantinha um contrato no qual era obrigado a repassar 14% do seu faturamento bruto para o escritório L. Montenegro Associados, que pertence ao sogro de Raschkovsky. O CNJ apurou que a tabeliã do 15º Ofício, Fernanda Leitão, havia suspendido o repasse, o que a levou a ser notificada pelo escritório de Raschkovsky. A notificação havia sido assinada exatamente pelos advogados Alexandre e Carlos Roberto, favorecidos com cartórios por Wider.

Em nota, o corregedor afastado defendeu que a nomeação provisória dos responsáveis pelo expediente dos cartórios é uma das atribuições da Corregedoria "para assegurar que o serviço continue a ser prestado à população".
Ele também afirmou que o 15º Ofício de Notas foi objeto de 10 processos administrativos, inspeções, correições e que a tabeliã recebeu punição disciplinar antes do início do mandato.
 

28/01/2010

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