No Rio, Lula se defende de multas aplicadas pela Justiça Eleitoral e diz que não vai repetir uso da máquina pública ‘como já ocorreu’
Após ter sido multado duas vezes pela Justiça Eleitoral — por supostamente ter feito propaganda para a pré-candidata do PT, Dilma Roussef, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que é contra o uso da máquina pública no processo eleitoral. “É preciso que sejamos definitivamente republicanos neste País, mostrar que é possível passar por um processo eleitoral sem usar a máquina (pública), como já ocorreu”, disse o presidente, em entrevista à rádio Tupi, em um hotel da Zona Sul do Rio. Parte da agenda do presidente foi cancelada na cidade devido às fortes chuvas.
Sobre às punições que podem lhe custar R$ 15 mil, Lula disse “não conhecer o teor das multas”. Ele se defendeu dizendo que na primeira ocasião, na inauguração de sede de sindicato, apenas disse que ia ganhar as eleições. “Era um lugar particular e não público. Falei que íamos ganhar as eleições e a TV mostrou a Dilma na hora. Não tenho culpa disso”, disse Lula.
À tarde, em evento de premiação dos vencedores da 5ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Lula cobrou que seu sucessor faça mais do que ele pela Educação. “Quem vier depois de mim está moralmente obrigado a fazer mais do que eu. Não é possível que alguém com diploma universitário faça menos do que alguém que tem um diploma de torneiro mecânico”, disse Lula, citando as extensões universitárias, escolas técnicas e universidades criadas em seu governo.
07/04/2010
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