A prefeitura do Rio pretende criar na cidade, como parte do esforço para atrair investimentos relacionados com os Jogos Olímpicos de 2016, uma agência de fomento chamada Rio Escritório de Negócios. Segundo Felipe Góes, secretário de Desenvolvimento do município e um dos principais responsáveis na prefeitura carioca pela articulação da Olimpíada do Rio, a agência será inspirada em experiência vitoriosa de Londres, sede dos Jogos de 2012, denominada Think London.
A ideia da prefeitura é colocar a agência em funcionamento no começo de 2010. Segundo Góes, a Rio Escritório de Negócios não será mais um órgão da prefeitura, e sim uma instituição com perfil privado, totalmente separada da burocracia estatal. Em Londres, segundo ele, o trabalho da Think London já atraiu investimentos que responderam pela geração de aproximadamente 50 mil empregos na capital inglesa.
Outra característica da agência de fomento, de acordo com o secretário, é que ela não estará apenas voltada para o horizonte dos Jogos Olímpicos, devendo sobreviver ao evento e seguir atraindo capitais e projetos para a cidade. Ele explicou que essa característica está relacionada com a maneira como o Rio está entendendo a conquista do direito de sediar os Jogos de 2016.
"A ideia é fazer com que os Jogos sirvam à cidade e não que a cidade sirva aos Jogos", disse, explicando que o modelo que se pretende adotar para a Olimpíada do Rio de Janeiro será o de Barcelona, cidade que utilizou o evento para fazer sua transformação urbana e impulsionar seu desenvolvimento econômico, e não o de Atenas, que optou por simplesmente fazer uma Olimpíada bem feita.
Góes, que também é presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão de pequisa e de formulação de políticas da prefeitura do Rio, acabou de participar de uma viagem a duas cidades europeias que já foram sede dos Jogos Olímpicos - Barcelona (1992) e Atenas (2004) - e também esteve em Londres, que sediará a Olimpíada em 2012. "Foi fantástico, o foco (da viagem) não foi no esporte, mas no legado que o esporte pode oferecer à cidade".
À parte o sucesso de Barcelona, o secretário disse que deixou boa impressão os resultados que os ingleses vêm obtendo na organização dos Jogos de 2012, tendo como objetivo maior a transformação de Londres em um polo de atração para investimentos na Europa, principalmente com origem na China.
Para fazer do Rio o mesmo em relação à América do Sul, Góes disse que, após organizar visitas a Sidney (Austrália) e Pequim (China), últimas sedes asiáticas dos Jogos, a prefeitura do Rio pretende realizar um giro mundial, começando pelos Estados Unidos, para apresentar a cidade e seu potencial de negócios.
Os principais alvos serão os investidores interessados nos setores hoteleiro, de construção, empresas do ramo imobiliário e escritórios de arquitetura e de design. Góes afirmou que a atual administração do Rio tem mais projetos para os jogos além do plano apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), como por exemplo, políticas para as favelas no entorno dos locais de competição.
"O plano que foi apresentado é pouco ambicioso do ponto de vista da cidade. O dossiê apresentado está aquém do queremos ", disse o secretário.
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