Governador afirma estar convicto de que Congresso vai ouvir o presidente
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, considera que houve avanços nas negociações com o governo federal e o Congresso, para que a chamada emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) - que prevê a repartição igualitária a todos os estados e municípios dos royalties obtidos com a exploração do petróleo não só no pré-sal, como também no pós-sal, ou seja, nos campos já em operação - seja alterada na votação da matéria no Senado.
Após a solenidade de lançamento do PAC-2 (nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento), em Brasília, Cabral afirmou confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no próprio Legislativo, para que o Rio não seja prejudicado pela nova regra proposta na Casa.
- O Congresso brasileiro nunca me faltou. Confio no presidente Lula e também confio muito no Congresso - afirmou o governador.
'Lula botou uma pitada de açúcar no pré-sal', diz Cabral Ele lembrou que o presidente Lula já havia alertado sobre os problemas que poderiam surgir, tendo em vista que este é um ano de eleição. Cabral defendeu que, por conta disso, é preciso ter "seriedade e tranquilidade" para tratar do tema.
- O presidente Lula já deu o recado de que estamos em ano de eleição. Tenho certeza de o Congresso vai ouvi-lo - enfatizou.
Cabral foi um dos primeiros a deixar a cerimônia de lançamento do PAC-2, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes.
O governador demonstrou estar mais aliviado com o encaminhamento que vem sendo dado à discussão da emenda Ibsen no Senado. Deixou claro que acredita que a participação de Lula vai quebrar o clima de tensão e levar a uma solução favorável ao pleito dos estados que estão sendo penalizados.
- O presidente Lula botou uma pitada de açúcar no pré-sal.
Com a intervenção do presidente, o pré-sal agora virou pré-doce - brincou.
Com a manutenção do regime de urgência constitucional para os quatro projetos do marco regulatório do pré-sal, os senadores têm até hoje para apresentarem emendas aos textos. Embora os projetos tramitem simultaneamente nas diversas comissões, para cumprir o prazo de 45 dias previsto na urgência constitucional, a apresentação de emendas está centralizada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Quando terminar o prazo, as emendas retomarão à Mesa do Senado, que as encaminhará às comissões Tanto Cabral como Paes elogiaram o PAC-2. O governador destacou que Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - pré-candidata à Presidência da República pelo PT - se destacam pela continuidade do que estava previsto no PAC.
O prefeito disse que as medidas anunciadas ontem são históricas e investem na qualidade de vida dos cidadãos.
30/03/2010
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