Câmara deixa para a semana que vem votação de projetos que tratam da exploração, mas recursos do Rio continuam ameaçados
Acordo entre líderes da Câmara dos Deputados adiou para a semana que vem a votação de projetos que tratam do pré-sal. A Casa deve analisar primeiramente veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à medida incluída no Orçamento que impediria a liberação de verbas para obras da Petrobras bloqueadas pelo TCU. O texto mais polêmico, a respeito da distribuição de royalties, pode ficar para depois do Carnaval.
O governo quer dar prioridade ao texto sobre a capitalização da Petrobras. A medida ainda causa controvérsia, porque a oposição defende o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas o Planalto é contra.
Mas a maior polêmica é a distribuição dos royalties, principalmente por conta da emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que redistribui esses recursos, até dos campos do pós-sal, que já estão em exploração.
Pelos cálculos de Otavio Leite (PSDB-RJ), o Estado do Rio perderia 95% dos royalties, caso a emenda fosse aprovada. Para ele, se o presidente Lula não vetar a medida, a disputa vai parar no Supremo Tribunal Federal (STF). “Estamos juntos apenas com a bancada do Espírito Santo e parte de São Paulo”, avaliou o parlamentar.
Já o coordenador da bancada do Rio, Hugo Leal (PSC), ainda tem esperanças em um acordo para evitar a votação da emenda. “O desejo deles é esse, mas vamos tentar o que for possível”, comentou.
Em sua mensagem ao Congresso, Lula pediu prioridade à votação dos projetos. Também está em discussão a criação de fundo social para investimentos em educação, saúde e meio ambiente.
04/02/2010
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