Encontro do Diretório Nacional que vai eleger a cúpula da legenda passa da primeira quinzena de março para 6 de fevereiro
Objetivo é tentar emplacar o presidente do PMDB como vice da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que cresceu nas pesquisas
O PMDB decidiu antecipar em um mês a reunião que tentará reeleger o deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência do partido. A estratégia é fortalecer o nome de Temer na chapa presidencial da petista Dilma Rousseff.
A reunião do Diretório Nacional, que vai eleger toda a Executiva da legenda, estava programada para a primeira quinzena de março, mas foi remarcada para 6 de fevereiro. A antecipação foi decidida durante jantar realizado ontem, na casa de Temer, que contou com a presença das principais lideranças peemedebistas.
"Queremos deixar claro para o Brasil e para todo o PMDB que o partido está unido. Vamos reeleger Temer como nosso presidente, por consagração", afirmou o líder do partido na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
Integrantes do partido estão preocupados com o fortalecimento de Dilma nas pesquisas. Eles avaliam que, se Dilma subir nas intenções de voto, o PMDB corre o risco de perder valor de barganha na pretendida coalizão com o PT.
Setores do PT e do governo disseram não ter interesse em antecipar a definição do vice agora. "Estamos em um processo positivo de aproximação, não interessa a ninguém qualquer tipo de antecipação", disse o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, após encontro com Temer na tarde de ontem na Câmara.
"Esse é um problema [de indicar o vice] inicialmente do PMDB. Eles, como maior partido da base, têm o direito de indicação. Vamos fazer tudo no seu tempo certo", completou o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP).
À tarde, Temer negou qualquer articulação para fortalecer o seu nome. "Vamos conversar hoje [ontem] sobre isso [sua reeleição para presidente da sigla]. Acho que será um esforço para a minha candidatura de deputado federal, não preciso demonstrar força nenhuma [para ser vice]", afirmou.
Candidatura de apresentador de TV assusta Cabral e Garotinho
O governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR) temem a candidatura ao governo de Wagner Montes (PDT), apresentador da TV Record. Montes foi eleito deputado estadual em 2006 com 111.802 votos, mas estima-se que teria mais de 200.000 votos se tentasse a reeleição. Cabral o avisou que quer conversar, e Garotinho já se reuniu com ele. Mas poucos acham que ele trocará seu salário na TV (cerca de R$ 350 mil) por uma campanha difícil.
21/01/2010
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