23 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Perdas sentidas em um mês

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Jornal Extra

FONTE: JORNAL EXTRA
JORNAL EXTRA

Trinta dias após aprovação da emenda Ibsen, Rioprevidência não teria dinheiro para pagar 200 mil benefícios no estado

Nas contas do Rioprevidên­cia, os efeitos da emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) - que redistribui os royalties do petróleo pa­ra todos os estados do país, prejudicando o Rio - serão sentidos mais cedo do que se imaginava. De acordo com cál­culos feitos pela direção do ór­gão, se a proposta entrar em vigor, em 30 dias não haverá dinheiro para pagar os bene­fícios de cerca de 200 mil ser­vidores estaduais aposentados e pensionistas.

- Se a emenda começar a valer em junho, por exemplo, os benefícios referentes a julho já não poderiam ser pagos. Em outubro, o déficit chegaria a R$ 1 bilhão. No fim de 2010, a R$ 2,5 bilhões. E, em dezem­bro de 2011, a R$ 7 bilhões ­explicou o presidente do Rio­previdência, Wilson Risolia.

O dinheiro do petróleo re­presenta 40% da receita do Rioprevidência Com esses re­cursos e com as contribuições do governo (patronal) e do funcionalismo, paga-se uma folha anual de R$ 6,5 bilhões.

Ainda de acordo com Ri­solia, outros projetos do Rio­previdência, como as revisões de pensões e a ampliação da rede de atendimento, com a construção de novas agências e postos, serão comprometidos com uma eventual perda do dinheiro do petróleo. Para este ano, por exemplo, o órgão es­tima atualizar os valores de 7500 pensões, meta que difi­cilmente será alcançada sem os royalties.

- Tudo seria impactado - afirmou Wilson Risolia.

Em 2009, o estado recebeu R$ 4,8 bilhões de royalties e re­passou R$ 1,6 bilhão para a União, a título de devolução de antecipação que será paga até 2019. Dos R$ 3,2 bilhões res­tantes, R$ 2,7 bilhões foram para o Rioprevidência e outros R$ 500 milhões para o Fundo Estadual de Conservação Am­biental (Fecam).

Uma das alternativas se­ria recorrer ao Tesouro, o que não acontece há três anos. Mas Risolia alerta que os cofres estaduais podem não ter como socorrer o Rioprevidência, pois a per­da dos royalties tornaria a margem de manobra orça­mentária muito pequena

Os sindicatos estão apreensivos com a possibilidade de o estado perder os recur­sos do petróleo.

- Vamos a Brasília esta semana e faremos um pro­testo para que o Rio não per­ca esse dinheiro - disse Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Ativos, Inati­vos e Pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bom­beiros (Assinap).

22/03/2010
 

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