23 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Para debaixo do tapete

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Correio Braziliense

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE
CORREIO BRASILIENZE

Velho cacique, o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen entrou em campo para abafar a crise da legenda com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provocada pelas declarações do presidente partido, Rodrigo Maia (RJ), e do ex-prefeito Cesar Maia, seu pai. Ambos questionam duramente a postura do tucano paulista, que não quer saber da campanha eleitoral antes de março do próximo ano, e defendem a candidatura do governador mineiro Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Com esse objetivo, articulou o almoço realizado ontem na residência do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que assumiu a condição de fiador da unidade da legenda.
Tudo foi conversado nos bastidores, mas nada foi resolvido. Arruda reiterou a aliança com o PSDB e o apoio ao candidato a presidente que vier a ser escolhido pelo partido aliado, nada mais. Ou seja, a crise interna no DEM será administrada em banho-maria, profissionalmente. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é serrista de carteirinha, por motivos óbvios. O ex-prefeito Cesar Maia, que é candidato ao Senado, verbaliza uma tendência centrífuga da legenda: não verticalizar, nos estados, a aliança preferencial com o PSDB na sucessão de 2010.

Tensão
Depois de visitar a Venezuela, um grupo de parlamentares brasileiros está em Bogotá para conhecer as bases americanas que serão instaladas na Colômbia. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, contesta a presença dos Estados Unidos no país vizinho, com quem está em pé de guerra. Segundo o deputado Raul Jungmann (foto), do PPS-PE, agora os parlamentares vão ouvir o presidente colombiano, Álvaro Uribe. Na volta, se reunirão com o Ministério das Relações Exteriores para relatar o que viram e ouviram.

Camarão
Cesar Maia (foto) é candidato ao Senado no Rio de Janeiro e ponto final. Não admite se lançar ao Palácio Guanabara contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que pretende voltar ao cargo. A aliança natural de Maia seria com o deputado Fernando Gabeira (PV), que virou o principal palanque da senadora Marina Silva (PV), fora da aliança DEM-PSDB-PPS. Maia mantém uma aliança heterodoxa com o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria (PT), cuja candidatura a governador estimula para não tê-lo como concorrente na luta por uma das vagas do Senado.
 

COLUNA BRASÍLIA-DF

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