23 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Observações sobre a pré-campanha da eleição de 2010, no estado do Rio

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Fontes de Notícias : 

Ex-blog Cesar Maia

FONTE: EX-BLOG CESAR MAIA
 

1. Continua dando segundo turno. Ou seja, a soma de Garotinho e Gabeira é maior que Cabral, que está na frente.

2. A intenção de voto espontânea para governador dá a Cabral menos da metade do que tem na induzida. É um resultado muito ruim. Em outros estados, os governadores na espontânea têm pelo menos 70% dos votos que têm na induzida. Garotinho e Gabeira vêm empatados na espontânea.
3. Na pesquisa de intenção de voto induzida, Cabral lidera na faixa dos 35%, Garotinho tem 25%, e Gabeira está próximo a 20%.

4. A avaliação de Cabral está na faixa de 40% de ótimo e bom. Mas um dado importante: são 55% os que querem mudar o governo e 40% os que querem continuidade.

5. Dilma se aproximou de Serra e estão em empate técnico. Serra abre no Interior e empata na capital e municípios metropolitanos. Num segundo turno Serra vence na margem.

6. Para Senador tanto no primeiro como nos dois votos, Crivella e Cesar Maia lideram com vantagem para Crivella dentro da margem de erro. Na alternativa com Benedita ela tem performance melhor que na alternativa com Lindberg: praticamente o dobro.

7. Lula atingiu seu melhor momento na avaliação ótimo+bom no Estado do Rio: cerca de 75%.

Pré-sal: histrionismo do governador prejudicou o estado do Rio
1. Estar com a posição certa na defesa do Rio não basta. Há que se adotar a postura e método adequados, de forma a transformar a posição certa em vitória. Uma postura histriônica e autoritária do Governador do Estado do Rio deixou tudo a perder. Sua agressividade juvenil com a Câmara de Deputados ajudou os que queriam mudar o projeto a aglutinar forças. A visão autoritária de que o presidente Lula pode tudo, por cima do poder legislativo, da mesma forma. Não pode.

2. Depois deste festival de equívocos, o governador deveria baixar os faróis, sair dos holofotes, parar de falar besteiras agressivas para capitalizar eleitoralmente e ir -com discrição, sem imprensa, manso e humilde- ao senado conversar com os senadores, que farão a revisão da lei. Entender a conjuntura em que se vive e levar uma proposta intermediária que garanta os recursos do Estado do Rio e que os recursos da União - já obesa de tributos- possam, esses sim, ser usados para a demanda que outros Estados e Municípios colocam.

3. Essa derrota acachapante tem um responsável: o Governador do Estado do Rio. Não havia projeção que se pudesse chegar a isso, seis meses atrás. Sua agressividade histriônica produziu uma derrota extrema que ninguém imaginava.
 

11/03/2010

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