O presidente Lula e a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, serão chamados no início de março para intervir nos Estados em que o partido não conseguir fechar acordo com o PMDB.
A primeira interferência deve ser em Minas Gerais, onde o ministro Hélio Costa, do PMDB, disputa com os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel a candidatura a governador.
Reunidos ontem, dirigentes das duas legendas chegaram ao consenso de que lançar dois candidatos da base aliada no Estado seria "suicídio eleitoral": "A cultura política de lá não facilita a transferência de votos no segundo turno", disse o presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP).
Já no Pará e na Bahia, Estados em que PT e PMDB já se conformaram em ter dois candidatos, eles vão definir regras: "Temos que ter uma proposta de procedimentos, com eles indo nos dois palanques, não indo em nenhum, ou juntando os palanques", disse o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra.
Eles também trataram de casos mais dramáticos (MS, PE, RS e SC), onde há pouca esperança de acordo. "Em alguns lugares não podemos nos iludir", disse Berzoini.
No Congresso, o PMDB decidiu ratificar a antecipação da sua convenção para 6 de fevereiro -a ideia é reeleger Michel Temer presidente da sigla.
28/01/2010
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