Governo estuda estender benefício dado a eletrodoméstico também à indústria moveleira e de TVs
Além de estudar se prorroga a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de eletrodomésticos, o governo federal avalia também estender o incentivo para outros produtos, como TVs de LCD e móveis. A indústria moveleira espera ainda esta semana a decisão que pode reduzir em até 10% o preço de sofás, armários, camas e mesas.
O IPI reduzido da chamada linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras) tem prazo para terminar no próximo sábado, mas a pressão da indústria pela manutenção tem sido forte. Ministro da Fazenda, Guido Mantega quer condicionar o benefício a promoções nos preços e geração de empregos.
Junto com o adiamento do fim do desconto no imposto, o ministério pode anunciar também isenção para móveis e placas de MDF. A Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel) reivindica IPI zero durante seis meses para ganhar fôlego. A alíquota de produtos é de 5% a 10%, o que seria repassado ao preço final.
Segundo o presidente da entidade, José Luiz Diaz Fernandez, o segmento foi afetado com os incentivos para a linha branca. “O setor de eletrodoméstico foi muito eficiente na comunicação e conseguiu aproveitar bem a isenção, mas as promoções prejudicaram a venda de móveis”, afirma.
A indústria também foi prejudicada com a queda do dólar, o que reduziu as exportações. Com a isenção, segundo a entidade, seriam evitadas 30 mil demissões. O governo pode reduzir o imposto de TVs de LCD para aumentar a produção desses produtos.
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