22 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

IPVA deve ficar 11% mais barato

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Jornal O DIA

FONTE: JORNAL O DIA

Imposto vai acompanhar a queda do valor dos veículos. Alíquota para táxis, carros a gás e caminhões deverá se manter em 1%. Tributo incidirá sobre automóveis a gasolina ou bicombustíveis com 4% sobre o preço de mercado

Temida pelo mercado financeiro, a crise econômica mundial atropelou os preços do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) que serão cobrados no Rio em 2010. A expectativa é de que a taxa fique, pelo menos, 11% mais barata em relação ao valor cobrado este ano pela Secretaria Estadual de Fazenda.

A diminuição foi provocada pela queda no valor de mercado dos automóveis, forçada pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), promovida pelo governo federal. O objetivo era reduzir os estoques de veículos nas fábricas, que aumentaram por causa da desconfiança dos consumidores brasileiros.

De acordo com o coordenador-técnico da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), João Alves, responsável pela elaboração da tabela que serve de base para os cálculos do IPVA no Rio, não há como evitar a redução.
“O valor do IPVA segue o mesmo caminho que o preço dos carros. Se eles ficam mais baratos, o imposto automaticamente também fica menor”, explica o especialista, que promete divulgar a última tabela Fipe do ano até o fim do mês.

Procurada por O DIA, a Secretaria de Fazenda informou que não há previsão de mudanças na legislação do IPVA 2010. Sendo assim, tudo indica que as alíquotas devem permanecer variando entre 1% para o caso de táxis, carros movidos a gás e caminhões e 4% para os veículos movidos a gasolina ou bi-combustíveis (flex).
O imposto cobrado de ônibus, microônibus, motos e automóveis movidos a álcool também deve permanecer na casa de 2% sobre o valor de mercado.

Caso não haja mudanças na legislação do IPVA, os motoristas também poderão parcelar o pagamento do imposto em até três vezes. Mas aqueles que optarem pelo pagamento à vista serão beneficiados com desconto de 10% do valor total.
Já os motoristas que deixarem de pagar a dívida no dia previsto estarão sujeitos a cobrança de juros que variam de 5% até 30%.
 

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