22 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Iaserj será transferido para prédio na Rua do Rezende, Centro do Rio

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio vai marcar uma audiência pública com a presença do secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, para que ele explique ao colegiado qual o futuro garantido para o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio (Iaserj). Segundo o presidente da comissão, deputado Átila Nunes (PSL), a situação do órgão chegou a um ponto de “dramaticidade” muito grande. “Os funcionários e pacientes do instituto estão angustiados porque não conseguem diálogo com ninguém, só com a Alerj. Por conta disso, faz-se necessária a convocação do secretário, para que possamos esclarecer a situação do Iaserj, que, descobriu-se hoje, vai ser transferido para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), que fica na Rua do Rezende, no Centro do Rio”, comentou Nunes, que participou, nesta terça-feira (30/03), de audiência pública sobre o assunto na Alerj.

Diretora de Administração e Finanças do Iaserj, Maristela Lopes informou que, de fato, o hospital será demolido. “Os pacientes serão transferidos para outro local, que, até o momento, parece que vai ser o Into. Ainda não tem data definida nem para a transferência e nem para a demolição. Precisamos primeiro transferir os serviços para começar a demolição. Esse problema do Iaserj não é de agora. Há pessoas que acreditam que o melhor é mudarmos de lugar e há outras que não. A instituição não vai acabar. Seremos transferidos para uma nova sede. Não existe, nem nunca existiu em momento algum, discurso de que o instituto vai acabar e que não vai ter para onde ir. Temos respeito pelos nossos pacientes e por quem atendemos”, argumentou Maristela.

Para a presidente da Associação de Funcionários do Iaserj, Mariléia Santos, tanto a doação quanto a demolição do Iaserj são atos “ilegais, inconstitucionais e imorais”. “O Iaserj, criado em 1932, quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do País, teve as suas unidades erguidas e equipadas através das contribuições compulsórias dos servidores (2% do salário). Pela Constituição do Estado, e por lei específica, ele pertence de fato e de direito a estes trabalhadores, sendo, portanto, a doação do prédio do Iaserj, feita pelo governador ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), ilegal”, reclamou Mariléia. Ela esclareceu ainda que a grande reivindicação dos servidores nesse momento refere-se, principalmente, ao fato de o Iaserj ter sua sede central, na Rua Henrique Valadares, na Cruz Vermelha, Centro, demolida.
De acordo com informações obtidas pela comissão, no lugar da sede do instituto seria construído um campus do Inca.

“Apesar de pertencer aos servidores, o prédio do Iaserj, onde funcionam várias especialidades médicas, foi doado ao Instituto do Câncer sem consulta aos servidores do estado”, lamentou Mariléia. De acordo com o deputado Paulo Ramos (PDT), membro da comissão, o Iaserj vem sendo sucateado e, no momento, sofre a ameaça de desaparecer. “É um patrimônio dos servidores públicos do estado, pois eles são os verdadeiros donos do instituto. Por isso, defendo que o secretário de Saúde nos dê uma resposta”, frisou. O deputado Rodrigo Dantas (DEM) também esteve presente na audiência.
 

31/03/2010

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