22 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Governador do Rio tenta se defender

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Correio Braziliense

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE
CORREIO BRASILIENZE

Segundo Sérgio Cabral, relatório que aponta mortes provocadas por policiais é tendencioso

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, aproveitou a solenidade de formatura de 2 mil jovens do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci-Rio) para criticar o relatório da ONG de direitos humanos Human Rights Watch sobre a atuação das polícias do Rio e de São Paulo.

Cabral não chegou a contestar os dados da pesquisa, que mostra que as duas corporações são as que mais matam no mundo, mas disse que a ONG deveria apontar não só os fatos negativos, mas também os pontos positivos do governo na área de segurança pública, destacando as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). “O relatório é uma tentativa de escandalizar. É óbvio que há problemas, mas quando a polícia está numa operação, não é recebida com flores, mas por marginais com armas de alto potencial”, justificou o governador.

Cabral disse ainda que a Human Rights Watch não leva em consideração a existência de territórios ocupados pelo poder paralelo no Rio, o que, segundo ele, difere a cidade de outras capitais brasileiras e mesmo de outros países. “Existem erros e abusos. Queremos ajuda para controlar os maus policiais, prendê-los e expulsá-los, mas também queremos que nos ajudem a valorizar os bons policiais”, destacou o governador.

Segundo o estudo, mais de 1.500 pessoas foram mortas pelas polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro no período de um ano, com uma média de 2,1 assassinatos por dia. O relatório compara ainda os números das duas corporações brasileiras com os de dois países que têm polícias agressivas, como os Estados Unidos e a África do Sul. Enquanto a taxa de mortes cometidas por agentes desses dois países não passa de 0,96 por 100 mil habitantes, no Rio, o índice chega a 6,86.

 

 

 

 

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