22 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Governador decreta luto oficial pelas vítimas das chuvas

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Governo do Estado do Rio de Janeiro

FONTE: GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Governo do Estado do Rio de Janeiro

O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias pelas vítimas das fortes chuvas que caem sem parar, desde o fim da tarde de segunda-feira (5/4), no Rio de Janeiro. Ele pediu a quem mora em áreas de risco ou vizinhas a locais que já deslizaram que procure a casa de um parente ou espaços públicos, como ginásios e igrejas, para se abrigar.
– O mais importante agora é evitar o mal maior, que é a perda de vidas. Quem vive em locais de risco, deve procurar abrigo em lugares seguros – disse Cabral.

Nesta quarta-feira (7/4), às 10h, o governador terá uma reunião de trabalho no gabinete do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, para avaliar os estragos das chuvas e os investimentos necessários não só neste município, mas também nas cidades de São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá, cujos prefeitos estarão presentes.

O ministro da Integração Nacional, João Santana, virá de Brasília para acompanhar o governador no encontro junto com o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado. Às 11h30, o governador e seu vice, Luiz Fernando Pezão, Côrtes, Machado e o ministro João Santana vão se reunir com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, no Centro de Comando e Controle da CET-Rio, com o mesmo objetivo.

Nas entrevistas que concedeu nesta terça-feira (6/4), Cabral falou dos diversos investimentos feitos pelo estado para combater enchentes. Citou o aparelhamento do Corpo de Bombeiros e a necessidade de ampliar obras de contenção em áreas de risco.

– O Rio está enfrentando a maior chuva de sua história, mas, mesmo assim, nada justifica o alto número de mortes. São terríveis os transtornos que a população está enfrentando, mas tudo se torna relativo quando comparado às pessoas que perderam a vida em decorrência da chuva. É para evitar calamidades como essa que estamos fazendo obras de contenção e urbanização em comunidades, em parceria com o governo federal, que vão ajudar a diminuir a quantidade de pessoas vivendo em encostas. Só na Rocinha, os investimentos somam R$ 300 milhões. Investimos também R$ 120 milhões em equipamentos para o Corpo de Bombeiros, o que garante condições de trabalho em situações assim – afirmou.

O governador disse ainda que a tragédia foi agravada por ocupações irregulares e voltou a defender a construção de muros em torno de comunidades para frear a ocupação irregular do solo.

– No Rio de Janeiro entra ano, sai ano e essa missão da ocupação do solo urbano não é tratada com a devida seriedade. Quando dissemos que construiríamos um muro na Rocinha, íamos garantir a vida das pessoas. Não é possível a construção irregular continuar. Quase todas as pessoas que morreram estavam em áreas de risco. Junto com o trabalho ininterrupto para recuperar os estragos, o momento também é de refletir a respeito de políticas públicas para evitar a ocupação desses locais de risco – completou.

Após conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve no Rio nesta terça-feira (6/4), Cabral ressaltou que governo federal já se pôs à disposição para ajudar o Rio.

– O ministro da Justiça, Luiz Barreto, já nos ofereceu aeronaves para apoiar nos resgates, e o ministro das Cidades, Márcio Fortes, também está atento para nos ajudar com o que for preciso.
 

07/04/2010

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