22 de maio, 2012 (Brasília)

Comunicação

Gabrielli sai em defesa do Rio

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Jornal O DIA

FONTE: JORNAL O DIA

Presidente da Petrobras defende maior parcela dos royalties para estados produtores no dia em que Lula e o ministro de Minas e Energia atravessam noite negociando com os governadores Sergio Cabral e Paulo Hartung

O Rio ganhou grande aliado na luta pelo royalties do pré-sal. Ontem, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu “como cidadão” que os estados produtores de petróleo recebam mais royalties que os demais. Mas avaliou também ser justa a distribuição mais equitativa da produção do pré-sal. “Eu não estou fazendo proposta, estou discutindo uma tese. É justo que a maior parte dos royalties fique com os estados onde está a produção. Mas também é justo que os outros estados participem disso, já que os recursos em última instância pertencem à Nação. Hoje, o que vai para os não produtores é muito pouco", afirmou Gabrielli após participar de audiência da CPI da Petrobras no Senado.

Ontem, o encontro dos governadores do Rio, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, com o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, atravessou a noite. A discussão foi para atenuar as perdas dos estados produtores com a nova legislação. Fontes do governo afirmam que há disposição de ampliar a parcela destinada aos estados em 25%.

O relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) sobre o regime de partilha que diminuiu a participação de estados e municípios produtores nos royalties começou a ser votado à noite. A fatia cai para 18% e 6%, respectivamente, sobre a alíquota de 15% de royalties. A proposta de Lula pode manter a participação do Rio em 22% ou 22,5%.
A comissão especial da Câmara aprovou ontem o parecer do relator do PL 5.941/09, deputado João Maia (PR-RN), sobre a capitalização da Petrobras. O texto não autoriza uso do FGTS por trabalhadores que investiram em ações da Petrobras.

Mais 200 mil empregos
O pré-sal vai gerar investimentos de US$ 170 bilhões nos próximos 20 anos, só na produção de 13 bilhões nos campos de Tupi, Iara e Guará. Até 2020, serão 200 mil empregos. O assessor de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Getúlio Leite, afirmou, em conferência na Niterói Fenashore 2009, que o País precisa desenvolver a indústria de peças, equipamentos e componentes.

O vice-presidente da Firjan, Raul Sanson, é o autor da projeção de empregos, mas vincula a geração das vagas ao desempenho das empresas beneficiadas com as licitações que privilegiam o conteúdo nacional. Ele destaca que fabricantes de peças e equipamentos geram 10 vezes mais empregos que estaleiros.
 

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