As articulações políticas para a disputa pelo governo do Rio estão promovendo a união de antigos desafetos no estado. Na tentativa de voltar ao Palácio Guanabara, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) se reuniu com o ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, no fim de semana. Ofereceu ao partido, de onde saiu brigado em 2000, a candidatura a vice e uma das vagas da sua chapa ao Senado.
Na segunda-feira, foi a vez do deputado Fernando Gabeira (PV) selar seu acordo com PSDB, PPS e DEM. No encontro, esteve com o prefeito de Duque de Caxias e presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, e com a vereadora Lucinha - a mais votada do Rio em 2008. Ano passado, Zito disse que o partido não deveria apoiar Gabeira, pois, segundo ele, o parlamentar "não tinha cheiro do povo".
"O reencontro com Zito foi tranquilíssimo. Ele teve papel tranquilo e importante na reunião", disse Gabeira. "Estabelecemos o lugar de cada partido na aliança, conforme previsto", explicou. A tranquilidade também foi destacada pelo presidente municipal do PSDB e deputado estadual, Luiz Paulo Corrêa da Rocha. "Foi tudo tranquilo e normal", disse.
Pelo acordo estabelecido, Gabeira disputa o governo e faz campanha presidencial para a senadora Marina Silva (PV-AC). Os tucanos indicarão o vice. O mais cotado para a vaga é o ex-deputado Márcio Fortes. O DEM indicará o ex-prefeito Cesar Maia à disputa de uma das vagas ao Senado e o PPS deve sugerir o outro nome.
Do lado governista, PR e PDT podem formar palanque alternativo para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no estado. Ela já conta com o apoio do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que atraiu o PT para a sua coligação e ainda deve contar com o apoio do PP e do PSB.
10/02/2010
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