Cinco cidades detêm 25% do PIB do Brasil

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Jornal do Commercio

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO
JORNAL DO COMMERCIO

Cinco cidades do País - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba - continuaram concentrando, em 2007, cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem. Em 2006, o cenário era semelhante, sem alteração na ordem das cidades com os maiores PIBs.
 

Os dados apontam que 34,4% da riqueza foram produzidos nas capitais brasileiras. Desse total, 19,4% couberam à Região Sudeste; 5,1% foram relativos ao Centro-Oeste; 4,5% ao Nordeste; 2,9% ao Sul, e 2,5% à Região Norte. A concentração fica ainda mais evidente se for levado em consideração que metade do PIB foi gerado por 50 cidades. Ao mesmo tempo, 1.342 municípios com as menores economias do País responderam, juntos, por até 1% do PIB.
 

Se comparado ao verificado em 2003, constata-se que houve pouca alteração neste quadro. Naquele ano, cinco municípios agregavam 25% do PIB, e 54 cidades eram responsáveis por metade da renda gerada.
São Paulo continuou liderando a geração de riquezas no País, concentrando 12% do PIB, proporção praticamente semelhante aos 11,9% verificados em 2006. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 5,2% do total do PIB, ante 5,4% verificados no ano anterior. Brasília (3,8%), Belo Horizonte (1,4%) e Curitiba (1,4%) completam a lista dos municípios com maior participação no PIB nacional.
 

Na Região Norte, os sete municípios de maior PIB agregavam, aproximadamente, 50% do total da região. No Nordeste, os 21 municípios no topo do ranking representavam metade do PIB. No Sudeste, 13 representavam condição semelhante, e no Sul, são 27 cidades que representam metade do PIB da região.
Brasília agregava 42,4% do PIB do Centro-Oeste e, se retirarmos esse município do cálculo, seriam necessários 16 municípios para agregar aproximadamente 50% das riquezas da região.

No ranking das dez cidades com maior PIB do País em 2006, sete são capitais. A lista é liderada por São Paulo, acompanhada do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Duque de Caxias (RJ), Guarulhos (SP) e Campinas (SP). Ainda de acordo com o IBGE, 10% das cidades com maior PIB geraram 24 vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB.
 

Entre as capitais, apenas Florianópolis não liderou a geração de riquezas em seu estado. Em Santa Catarina, a liderança ficou com Joinville, que é a cidade mais populosa. Florianópolis representou apenas 6,8% do PIB do estado.
Quadro bastante diferente do que é representado por Manaus, cujo PIB correspondeu a 81,9% do total do Amazonas. Em Roraima, Boa Vista representou 72,8% do PIB, patamar pouco acima do verificado no Amapá, onde 63,3% do PIB ficaram concentrados em Macapá.

O IBGE revela que o Rio de Janeiro vem reduzindo a dependência da capital de forma significativa ao longo dos anos, embalado pelo desenvolvimento econômico do Norte Fluminense. Em 2007, o PIB gerado pela cidade do Rio de Janeiro representou 46,5% do total do estado, mesmo índice de 2006. Em 2003, a capital fluminense era responsável pela geração de 50,9% do total de riquezas do estado.
 

O menor PIB do País foi constatado em Olho D"Água do Piauí (PI), antecedido por São Luis do Piauí (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo Antônio dos Milagres (PI).
Dos 5.564 municípios brasileiros, 1.881, ou 33,8% do total, tinham mais do que um terço da sua economia dependente da administração pública em 2007. Segundo o levantamento do IBGE, o peso da administração pública no PIB do Brasil prossegue em expansão e passou de 12,6% em 2004 para 13,3% em 2007. Especificamente em 2007, segundo a pesquisa, os dois municípios do País cuja economia era mais dependente da administração pública eram Uiramutã (RR), com 80,1%, e Poço Dantas (PB), com 70,2%.
 

Além disso, naquele ano a administração pública teve peso superior a 39,7% em todos os municípios de Roraima e acima de 38,6% nos municípios do Amapá. Entre as capitais brasileiras, as que tinham o maior peso da administração pública em sua economia eram Brasília (48,3%), Boa Vista (39,7%), Macapá (39,0%), Rio Branco (26,7%) e Porto Velho (22,2%). Por outro lado, os menores pesos foram apurados em Vitória (4,5%), São Paulo (5,9%), Curitiba (7,3%), São Luiz (8,3%) e Manaus (8,8%).
 

O IBGE apontou ainda que São Paulo manteve-se estável como o principal polo industrial do País, com a mesma participação de 2006: 9,3%. Em 2003, essa proporção era de 10,6%. Impulsionado pelo petróleo, Campos dos Goytacazes (RJ) vem em segundo lugar, com 2,2%.
 

Dez municípios concentravam aproximadamente 25% do valor adicionado bruto da indústria em 2007. A população deles representava 13,4% do total do País. Naquele ano, 2.464 municípios responderam por 1% do valor adicionado bruto da indústria e concentraram 9,3% da população.
 

Entre os 35 municípios com pelo menos 0,5% do valor adicionado bruto industrial em 2007, os líderes em crescimento foram Duque de Caxias/RJ (0,4%), impulsionado pela alta no preço dos derivados do petróleo e da produção de álcool, e São Bernardo do Campo/SP (0,2%), na esteira da expansão do setor automobilístico.

 

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