Cabral: investindo no diálogo

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Jornal do Commercio

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO
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Às vésperas de completar três anos à frente do governo do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral diz estar muito otimista quanto ao futuro da economia fluminense. De acordo com ele, nunca houve tanto diálogo entre o governo do estado e o governo federal como agora. Prova disto é a quantidade de investimentos que tem sido destinada ao Rio de Janeiro, disse ele ao visitar ontem o Jornal do Commercio e a Rádio Tupi. "O eixo da mudança na gestão do Rio de Janeiro foi o estabelecimento de diálogo com o governo federal de maneira propositiva", disse Cabral.

O governador contou que, em 2006, ao disputar as eleições, assumiu compromisso com o desenvolvimento social e econômico do estado. Segundo ele, a agenda econômica tem sido muito ativa, marcada por grandes investimentos no Rio. "O estado vem recebendo recursos do governo federal como nunca ocorreu e a iniciativa privada está encontrando ambiente favorável a grandes aportes", avaliou.
Sérgio Cabral citou o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), que prevê investimentos de US$ 8 bilhões, a usina nuclear de Angra 3, que receberá aporte de US$ 4 bilhões, e os submarinos convencionais e nucleares que serão construídos, com recursos de US$ 5 bilhões. Ele mencionou também o arco rodoviário e as obras de saneamento básico.

"Quando chegamos ao governo, todo o dinheiro investido na Baía de Guanabara servia para tratar 2 mil litros por segundo. Em menos de três anos, chegamos a 4,5 mil litros por segundo. Com isso, a Ilha de Paquetá passou a ter índice de balneabilidade tolerável e, em alguns dias, a praia da Bica, na Ilha do Governador, passou a ter índice semelhante ao do Leblon. A Lagoa Rodrigo de Freitas foi salva porque recuperamos as estações de tratamento", afirmou.

O governador lembrou ainda investimentos privados no estado, como a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), empreendimento da alemã ThyssenKrupp e Vale, que já gerou cerca de 30 mil empregos, e o Porto do Açu, do empresário Eike Batista, em São João da Barra, no Norte Fluminense. Segundo ele, a região precisava de um investimento "estruturante" como este.

Cabral disse que estará hoje em Brasília, com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, para encontrar com parlamentares e discutir o projeto de partilha dos royalties do pré-sal. "Estarei com o presidente da Câmara, Michel Temer, e as bancadas do Rio e do Espírito Santo. O Rio compreendeu muito bem esta mensagem do presidente Lula da Silva de repartir as riquezas do pré-sal com o restante do País, mas sem que os estados produtores percam o privilégio da constituição federal. Conseguimos acordo em que todos ganham, com 25% da receita para o estado produtor e 22% para repartir entre os demais", afirmou.

O governador destacou o peso que os royalties têm para o Rio de Janeiro, muito maior que para os demais estados produtores. "São Paulo ainda vai começar a receber as riquezas do petróleo. No Espírito Santo, estes recursos só passaram a ser significativos há três anos. No Rio, o petróleo é a segunda maior fonte de renda, perdendo apenas para o ICMS. A participação nos royalties este ano renderá ao estado R$ 4,5 bilhões", disse.

Cabral elogiou o presidente Lula, dizendo que o trabalho dele à frente da economia e na área social é "extraordinário": "Ele chegou à presidência em 2003 prometendo elevar o salário mínimo, que na época era equivalente a US$ 60, para US$ 100. Acredito que até o final de 2010 o salário já esteja no nível de US$ 250."

O governador destacou a grande quantidade de eventos internacionais que o Rio de Janeiro abrigará nos próximos anos, que segundo refletem a boa gestão do estado. "O Rio será sede dos Jogos Militares em 2011, evento de porte semelhante aos Jogos Pan-Americanos de 2007, que fizemos com muita qualidade. Seremos sede da Copa das Confederações de 2013 e de uma das chaves da Copa do Mundo de 2014, além do centro de mídia da Fifa e da final do campeonato."

A grande conquista, porém, disse ele, foram a escolha par sede dos Jogos Olímpicos de 2016: "Nada resume melhor estes três anos que nós vivemos do que o dia 2 de outubro deste ano, quando o Comitê Olímpico Internacional anunciou o Rio como sede dos Jogos. Esta é uma prova concreta de que estamos no caminho certo."

 

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