Pressionado por sete prefeitos do Estado do Rio, o governador do Rio, Sérgio Cabral, ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cobrar uma posição sobre a promessa de não votar mudanças na distribuição de royalties do pré-sal já licitado. Cabral teria explicado ao presidente que a proposta de reduzir de 26,5% para 12,5% a parcela nos royalties dos municípios produtores iria afetar metade da população fluminense, cerca de 7 milhões de pessoas. O governador teria ouvido do presidente que o projeto não iria ser votado hoje, como tentam os deputados representantes de municípios não produtores.
Isto porque ele vai viajar para Montevidéu hoje.Em entrevista coletiva, Cabral subiu o tom e cobrou publicamente uma posição do presidente Lula, e dos ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Edison Lobão, de Minas e Energia, sobre a possibilidade de a Câmara aprovar uma mudança na distribuição dos royalties de campos já licitados do pré-sal. Pouco antes de embarcar para São Paulo, onde se encontrou pessoalmente com o presidente, Cabral havia se reunido com deputados federais da bancada fluminense e com os prefeitos de Araruama, Arraial do Cabo, Niterói, Saquarema, Angra dos Reis e Maricá, todos afetados pelas mudanças, consideradas pelo governador como "gatunagem" e "desrespeito institucional".
"O presidente da República tem que tomar a frente disso. E a ministra Dilma Rousseff [também], porque, afinal de contas, quem tomou a iniciativa de mudar o modelo foram a ministra Dilma, o presidente da República e o ministro Lobão. Então, eles têm responsabilidade sobre esse assunto. Essa coisa de dizer que agora o Congresso Nacional é autônomo, autônomo coisa nenhuma, o governo tem base de apoio lá", exigiu o governador, para, em seguida, mostrar confiança na solução do impasse após o encontro com Lula. "Eu confio no presidente da República, que tem dado demonstrações de amor ao Rio de Janeiro", acrescentou.
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