O presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, comemorou a reeleição e defendeu a candidatura própria do partido ao governo de Minas no ano que vem. Ao lado do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel — a quem apoia para ser o candidato ao Palácio da Liberdade — e dos coordenadores da sua campanha no segundo turno, Reginaldo projetou que venceria por 54% a 46% dos votos válidos o secretário Nacional de Comunicação do partido, Gleber Naime, que defende a pré-candidatura ao governo do ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias. Uma hora depois, às 18h, o partido divulgou oficialmente a segunda parcial oficial, em que Reginaldo aparecia na frente com 53,22% dos votos válidos (21.148 votos), contra 47,78% de Gleber (19.351). Para o PT, a vitória de Reginaldo era uma tendência. Gleber contestou a apuração, e preferiu aguardar a divulgação do resultado final, prevista para hoje.
Para Pimentel e Reginaldo, o resultado das urnas enfraquece a necessidade de realização de prévias para escolha do candidato ao governo, como defende o grupo de Patrus Ananias. Ao final do primeiro turno, Patrus chegou a cobrar coerência de Pimentel, afirmando que ele teria saído derrotado. “Numa disputa acirrada, é natural que as pessoas fiquem mais ásperas. Vamos voltar a conversar. Só acho que é preciso respeitar o resultado das urnas. As urnas falaram, basta ouvi-las”, afirmou Pimentel, ontem. Reginaldo aposta que o nome do candidato sairá de um consenso, mas garantiu que marcará ás prévias se não conseguir a convergência. Temos maioria numérica no diretório, mas sempre disse que o mais importante é a maioria política. Temos tempo até março, para buscar essa convergência”, afirmou.
Palanque
O coordenador da campanha de Reginaldo, deputado federal Virgílio Guimarães, foi mais explícito. “Não há calendário para realização de prévias. O meu desejo era de que o segundo turno não tivesse sido transformado em prévias, mas a realidade se impôs. Não há motivo para perdemos mais tempo com isso”, afirmou. A antecipação da disputa entre os dois pré-candidatos em Minas acabou mobilizando a militância de tal forma que inviabilizou um eventual apoio à candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). “O PT tem os melhores candidatos para fazer um palanque forte para a ministra Dilma Rousseff em Minas”, argumentou Reginaldo.
Gleber Naime afirmou ontem que o presidente do partido “falta com respeito aos filiados do partido que votaram nesta eleição ao se autoproclamar eleito sem aguardar o resultado da disputa”. Conforme Naime, na apuração paralela dele, a diferença entre ambos é pequena. “Ninguém pode dizer que já ganhou”, disse Naime.
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