Uma coisa é certa: a economia do Rio vive mesmo um momento especial. O salário do morador do estado cresceu 22,44% entre 2002 e 2008, enquanto o do brasileiro em geral subiu bem menos -15,65%. O emprego com carteira assinada no estado aumentou 34,9%, mais do que o PIB do período (19,3%). O desemprego ficou em 6,3% - 2,1 % menor do que o nacional. Os dados são do Anuário Estatístico do Rio de Janeiro, que a Fundação Ceperj lança nesta sexta-feira, no Museu da República.
O anuário mostra ainda que o petróleo fez a festa da balança comercial do estado nos últimos dez anos. Por conta do ouro negro, as exportações cresceram 949% - e o petróleo representa 70% deste total. Os municípios tam¬bém não têm do que reclamar: a distribuição de royalties de 2000 a 2008 aumentou 230%. O estudo mostra também que a atividade econômica que mais contribuiu para a elevação do PIB fluminense foi a extração de petróleo, que registou taxa de variação de 172,3% de 1995 a 2007. No mesmo período, o PIB de R$ 296,8 bilhões ficou 26,3% maior. E o segundo do país, com participação de 11,2%.
E mais
Segundo outro anuário, este o de Finanças dos Municípios Fluminenses 2009, elaborado pela Aequus Consultoria em parceria com a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, a receita total dos municípios fluminenses alcançou em 2008 a cifra de R$ 20,26 bilhões e apresentou um aumento de 14,9% em relação ao ano anterior, o que representa a maior taxa de crescimento registrada dos últimos dez anos.
O aumento da receita total, segundo o Anuário dos Municípios - que será lançado nesta quinta, na Assembleia Legislativa - reflete a expansão dos principais itens da receita das cidades, com destaque para a arrecadação tributária, as transferências do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios e os recursos prove¬nientes da distribuição dos royalties do petróleo. Juntos, esses itens responderam por 62,4% da receita total do conjunto dos municípios.
COLUNA BERENICE SEARA
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