12 de março, 2010 - 08:49 (Brasília)

Ano eleitoral não influirá na economia, diz Mantega

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Jornal Valor Econômico

FONTE: JORNAL VALOR ECONÔMICO
JORNAL VALOR ECONÔMICO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o fato deste ano ser eleitoral não vai interferir nos rumos da economia brasileira. Segundo ele, o ano será normal do ponto de vista da atividade econômica e o governo assume o compromisso de manter sua conduta e continuar aumentando a confiança na economia do país.
"Isso significa que vamos manter a responsabilidade fiscal, a inflação sob controle, a economia crescendo de forma sólida e equilibrada, sem nenhum, digamos, populismo ou coisa parecida", disse.

Ele alertou para a necessidade de que os empresários brasileiros também compactuem com a atitude do governo e "se mantenham confiantes", não se influenciando por nenhum "canto de sereia".
O ministro, que esteve presente em evento em São Paulo, lembrou o bom desempenho da economia do Brasil e as perspectivas otimistas para este ano. O retorno do crédito ao nível de crescimento de 20% ao ano, o restabelecimento do nível de investimentos e o avanço da demanda interna - que voltará aos níveis de crescimento anteriores à crise e deve, em 2010, avançar 7,3% - são fatores que vão colaborar para o ciclo de expansão da economia brasileira.

Para Mantega, a produção industrial, um dos setores mais atingidos pela crise, deve se recuperar. "Ela foi foi fraca em 2009, mas isso já é passado, pois, no presente está crescendo fortemente", disse, projetando avanço de 7% para o setor industrial neste ano.

Nesse contexto, Mantega citou sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde percebeu a confiança no país por parte dos empresários do mundo todo, principalmente no que diz respeito à criação de empregos. Segundo ele, o Brasil deverá criar mais de 1,5 milhão de empregos em 2010. Recordou ainda uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers, apresentada no evento, que mostrou que 27% dos empresários entrevistados acreditam que o crescimento do emprego no país ficará acima dos 8% neste ano.

Quando perguntado sobre a possibilidade da elevação dos juros, diante da expansão econômica do país, Mantega reiterou que, "se for preciso aumentar os juros, eles serão aumentados", mas enfatizou que, para isso, é necessário que a inflação dê sinais concretos de que avança. "A economia cresce e não dá sinais de alta da inflação", afirmou. "A previsão para este ano é de 4,5% ou 4,6%, bem próximo à meta. Isso significa que não vejo a necessidade do aumento nos juros", disse.

03/02/2010

 

 

 

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